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Tô rindo, mas é de Nervoso

  • 18 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

Tô Rindo , mas é de nervoso...

#nestedia Internacional do Riso, a reflexão - pelo menos pra mim - é sobre um riso de nervoso, de incredulidade, de raiva, diante da paranoia anticomunista, o anti-intelectualismo reinante, o tratamento desigual de iguais ou a equiparação indevida de desiguais, os achismos, as fake news, as conspirações etc.

Essa também é a proposta do livro "Rindo de Nervoso", organizado por Érika Batista e Rodrigo Domit. A antologia traz 20 contos que ironizam os tempos bolsominions com humor e criatividade. O livro foi disponibilizado gratuitamente [1] por um dos autores, o jornalista Carlos Castelo em sua coluna "CRÔNICA POR QUILO - Self-servise de humor" [2]


Riso Irônico...


A imagem de um "Riso escancarado" que abre este texto, é o tema principal trabalhado pelo artista Yue Minjun [3]. Porém, as imagens com bocas escancaradas e enormes passam uma ideia de ironia frente à condição do homem no mundo moderno.


O sorriso nos retratos e autorretratos sua marca pessoal começou a ser registrada em 1985. Caracterizado como integrante do Realismo-cínico, movimento surgido com a decepção das mudanças sócios-políticas ocorridas na China.


Riso Ofensivo...

Existem limites para o humor? O que é o humor politicamente incorreto? Uma piada tem o poder de ofender? “O Riso dos outros” [4], é um documentário para refletir antes de rir, e como disse o ator Hugo Passolo: “Você precisa saber de que lado você está dessa piada”.


Riso Consciente...

Existem outras formas de fazer humor, de fazer rir sem humilhar o outro, e mesmo quando você traz as minorias pra piada, não precisa ser humilhando a pessoa. O humor tem a capacidade de perpetuar, quebrar ou ridicularizar preconceitos. Pode ser uma ferramenta de crítica social, desde que não esqueça o respeito. .


O comediante tem a liberdade de fazer a piada, mas deve saber que não está acima da lei, do bem e do mal, menos ainda livre da contestação. .


Não, nem sempre “É só uma piada!”, “É um insulto!, responde Lola Aronovich. Sim, uma piada preconceituosa não é apenas uma piada. A manifestação do artista reforça preconceitos ou contribui para questioná-los. Não é um discurso neutro, apolítico.


Quem se imagina apolítico, tem uma compreensão simplista da política, restringindo-se à esfera institucional. Como diria Brecht é um “analfabeto político”! .


Riso, como remédio...

O riso também pode ser leve, saudável, revigorante. Na internet pipocam todos os dias charges, memes, gifs, imagens, vídeos etc. com o intuito de nos ajudar a aliviar a tensão gerada pela somatória de uma pandemia com um desgoverno, e provando mais uma vez que rir é o melhor remédio.


Riso de Gratidão!

"Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cânticos. Então se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor por eles".

Danny Rodrigues, estudante de Serviço Social, ativista dos Direitos Humanos, curiosa.

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Acompanhe o "Descomplique o Conhecimento", toda terça no Stories do Instagram em @danny.drigues

Referências

[1] Livro "Rindo de Nervoso - Na Brasil da Barbárie", saiba mais, saiba mais

[2] Rindo de nervoso, mas rindo, saiba mais

[3] Yue Minjum, saiba mais

[4] Documentário - O Riso dos Outros (Pedro Arantes), saiba mais

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© Criado por Danny Rodrigues

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