Distanciamento social
- 30 de dez. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 6 de jan. de 2021
Impactos
Quem já sente (faz tempo) os impactos de tudo que temos vivenciado? “A pandemia é um fenômeno social. Não é só biomédico. Ela afeta as nossas relações familiares, culturais e sociais. E coloca uma lupa sobre outros aspectos, como as desigualdades sociais”. A pandemia acarretará transformações definitivas mesmo quando terminar. “Sobretudo porque somos atingidos em todos os nossos eixos, corporal, psíquico e social [1].
Fato é, que tudo isso tem nos consumido, "Estudos apontam para um provável aumento nos relatos de sensação de medo, solidão, tédio e raiva entre as pessoas submetidos ao isolamento e ao período de quarentena, bem como um aumento da ansiedade" Esse complexo panorama, atual e futuro, desafiará o desenvolvimento de novas estratégias para reduzir os prováveis impactos sobre a saúde mental [1].
Eu acho que pirei
Os efeitos mentais desse período de reclusão, é entendido de forma diferente para cada pessoa. Uma coisa, porém, é certa: testa-se nesses dias o entendimento de nossos próprios limites [2].
Há 17 anos, quando houve a primeira pandemia de Sars no país oriental, foi registrado um aumento de 30% nos casos de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático entre os indivíduos que ficaram em isolamento. A informação é de pesquisadores do King’s College London, da Inglaterra, e foi publicada no periódico científico The Lancet.
Tais fatos são confirmados pelo psicólogo, especialista em Antropologia Cultural, mestre e doutorando em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, e professor universitário Cleiton José Senem. “Precisamos nos adaptar nesse momento de pandemia e isso é um processo singular. Uns são mais rápidos do que outros”, salienta. [3]
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Equilíbrio
“Quando a gente não tem uma organização da rotina, é mais fácil também a gente se desorganizar em termos emocionais. Manter uma rotina também mantém uma certa estrutura na nossa vida. Nos mantém ocupados, com uma função, e isso é importante”.. O psiquiatra recomenda a adaptação a um cotidiano temporário, novas formas de trabalho e de lazer e, futuramente, se for o caso, retornar aos hábitos anteriores [4]. Mas também não precisa pirar se não estiver sendo produtivo!
Desigualdades
Como se preocupar com o equilíbrio emocional quando a geladeira está vazia? Quando as contas chegam e a crise escancara, mais uma vez, a desigualdade social de nosso país? Como “ficar em casa” quando não se tem uma? “É difícil uma pessoa pensar em realização profissional quando ela não tem o que comer” [4]. A generosidade foi uma das marcas desse novo cenário. O fim do auxílio emergencial colocará milhares de pessoas em situação de risco.
SobreViver
Segurar virtualmente a mão de muita gente, tem feito uma diferença enorme. Estamos distantes, isolados, mas não precisamos estar sozinhos, não na era da tecnologia. Fique atento às suas emoções. Dentro das suas condições ajude aos mais necessitados, ou seu amigo que está desempregado. É na hora do aperto que a gente vê quem é quem (lembra do filme O Poço?). Desejo que você siga firme, e quando não, busque ajuda, converse. Juntos somos mais fortes. Fique Seguro.
Danny Rodrigues, estudante de Serviço Social, ativista dos Direitos Humanos, curiosa.
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Referências do Texto
[1] Pandemia e distanciamento social desafiam a saúde mental: Trauma psíquico é um dos desdobramentos da Covid-19, saiba mais
[2] O que “Náufrago” e mais filmes sobre isolamento ensinam sobre resiliência, saiba mais
[3] Saúde mental e distanciamento social: como lidar?, saiba mais
[4] Efeitos colaterais do distanciamento físico na saúde mental, saiba mais
AJUDA
Se precisar de ajuda, encontre em:
Rede de Apoio Solidário:
https://mapasaudemental.com.br/atendimento-online-para-todos-os-publicos/
CVV (Centro de Valorização da Vida)
Fone gratuito: 188| www.cvv.org.br
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