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Diversidade Cultural II

  • 14 de nov. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de nov. de 2020



Região Sudeste

O Carnaval teve sua origem nos cultos agrários onde se comemorava a fertilidade do solo 527 a.C. A Igreja Católica adota a festa em 590 d. C., cujo nome "Carnevale", em latim significa "adeus à carne", justamente para anteceder o período da quaresma. Chegando em Veneza incluem o uso de fantasias, carros alegóricos e desfiles. No Brasil começou com o entrudo 1723, o 1° baile de Carnaval 1840, e em 1855 surgem os grandes clubes carnavalescos. No início do séc. XX, já existia vários cordões e blocos, que com a animação desfilavam pelas ruas e cidades do nosso Brasil. Destaque do desfile das escolas na ponte RJ-SP, mas como vimos o Carnaval incedeia todo o Brasil, tendo em cada região seu jeito e intensidade |16|

De portas Abertas

O Brasil é um país festivo, e além de suas expressões nacionais, também adere a outras festividades à exemplo: Dia dos namorados, Halloween, Festival Holi, Festa da Achiropita, Festa do Imigrante etc. As expressões culturais conseguem mediar diferenças sociais e culturais, estabelecendo “pontes” entre grupos e suas realidades, mostrando seus múltiplos sentidos: como forma de organização popular, de expressão artística, modo de trabalho, de ação social e expressão de identidade cultural.

O que é Alteridade?

A alteridade é o reconhecimento de que existem pessoas e culturas singulares e subjetivas que pensam, agem e entendem o mundo de suas próprias maneiras. Reconhecer a alteridade é o primeiro passo para a formação de uma sociedade justa, equilibrada, democrática e tolerante, onde todas e todos possam expressar-se, desde que respeitem também a alteridade alheia. Alteridade é a capacidade de reconhecer que o outro é daquele jeito porque ele é, essencialmente, diferente de você. Além do reconhecimento da diferença, propõe um respeito ético ao outro como ser singular |17|

Orgulho do Brasil

É importante dizer que já existia música, dança, arte, escultura, Cultura, antes de 1500 |18|. Desconfie de qualquer um que se diz patriota, mas fala mal de indígena e da cultura brasileira. Seria impossível valorizar o Brasil, sem valorizar seu povo. Nossa cultura é rica e camaleonicamente, se adaptando e absorvendo novas ideias e concepções, e merece ser valorizada por sua capacidade educativa, social, e por reforçar nossa identidade nacional e unir o povo por meio de suas diferenças. Eu, você, podemos ter nossos gostos, preferências, mas essas não podem ser referência do que é melhor. Precisamos lutar para que o acesso chegue a todos.


Pedra do Ingá


Acesso à Cultura

IBGE (2019) aponta que cinemas estão presentes em 10% dos municípios, os museus em 25,9% das cidades e os teatros em 20%. Por outro lado 97,2% dos lares brasileiros possuem TV |19|. Um dos problemas disso é quando a pessoa passa a pensar que ela não faz parte daquele meio. Que teatro é coisa pra gente chique, e samba é pra favelado, isso separa o país. O valor para acesso também influencia, por isso, pensar acesso sem pensar investimento em políticas públicas culturais só fará com que o distanciamento aumente, e com o tempo convença as pessoas de que é uma característica pessoal de bom gosto, quando na verdade é característica de desigualdade sócio econômica.

Captei Vossa Mensagem

Por último, queria te incentivar a olhar as expressões culturais para além da sua Fé. E eu falo isso do meu lugar de Cearense e Cristã-Protestante. Usar uma fantasia no halloween não significa estar no mesmo ritual de culto celta séculos atrás. Ir em uma festa junina não quer dizer adorar a santos. Ir no bloquinho, baile de máscaras, não significa orgia. São significados injustos frente a tantas transformações e criatividade. Além de que a gente vai aprendendo que as coisas possuem o significado que damos a elas, é para isso que você precisa se atentar. A minha expressão de fé não é tão frágil, Cristo continua a ser centro da minha vida, e a cultura é bonita e é bonita!

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Acompanhe semanalmente pelo meu Stories e Post do Instagram em @danny.drigues


Danny Rodrigues, estudante de Serviço Social, ativista dos Direitos Humanos, curiosa.



Referências do Texto

|16| Origem do Carnaval, saiba mais

|17| O que é Alteridade, saiba mais

|18| Pedra do Ingá, saiba mais

|19| Indicadores culturais, saiba mais

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