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Conhece a ti mesmo

  • 17 de set. de 2020
  • 4 min de leitura


Todo dia 10 de setembro e ao longo do mês sob a hashtag #setembroamarelo, lembramos mundialmente a importância da Prevenção ao Suicídio¹, e um dos principais fatores de cuidado é nossa saúde mental.


Na colagem de hoje, utilizei um mapa cerebral proposto por Franz Gall, um anatomista e fisiologista alemão, que criou a frenologia², na tentativa de adivinhar o intelecto e a personalidade individuais a partir de um exame da forma do crânio. Gall acreditava que as funções mentais são específicas de certas regiões do cérebro e que essas regiões afetam o comportamento humano. Portanto, Gall concluiu que a forma da superfície do crânio revelava algo sobre a pessoa.

Gall não estava completamente incorreto. O cirurgião francês Paul Broca confirmou que as funções mentais têm regiões específicas no cérebro, no entanto, a espessura do crânio varia de pessoa para pessoa, tornando o formato do crânio uma medida imprecisa de personalidade³.

Atualmente a frenologia é considerada uma pseudociência. No entanto, a noção de Gall de que o caráter, raciocínio e emoções se situam em partes específicas do cérebro é considerado um passo importante na história da neuropsicologia, que é uma especialidade em psicologia que associa o estudo detalhado do sistema nervoso à análise do comportamento humano e dos processos psicológicos.

Possuímos uma gama diversa de emoções que estão presentes em todos os momentos de nossa vida, muitas vezes causando conflito em nosso “universo” interior e exterior (falaremos disso outra hora), um exemplo bem simples é o filme “Inside out ou Divertida Mente, em que boa parte se passa na cabeça de uma adolescente cujos personagens são retratados por emoções primárias como alegria, raiva e tristeza, e o resultado como vimos diz muito sobre a forma como lidamos com os nossos sentimentos.

Agora pense na sua vida, e na quantidade de emoções que já sentiu em um único dia – como no filme, algumas são fáceis de identificar, raiva, alegria, mas muitas vezes somos incapazes de identificar quais estamos sentindo, por que é um mix tão intenso de emoções que somos incapazes de elencar apenas uma.

O professor americano Robert Plutchik tentou mapear este universo complexo, explicando que as emoções mudam ao longo da evolução do ser humano para se adaptar ao seu contexto. Seu trabalho deu origem à chamada Roda de Emoções, uma estrela de oito pontas, na qual cada uma dessas representa um sentimento primário com pares opostos: alegria e tristeza, raiva e medo, confiança e desgosto, antecipação e surpresa, este recurso em forma de desenho facilita o reconhecimento e compreensão da complexidade das emoções.

Fonte: Wikipédia

Viver a vida sem emoções é impossível, mas isso não quer dizer que devemos ser reféns dos nossos sentimentos, e isso vale tanto para adultos como para crianças. De acordo com Tania Paris, fundadora da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (ASEC), o cuidado com a saúde emocional infantil é fator de proteção para evitar comportamentos autodestrutivos, inclusive comportamentos suicidas.

“Se durante a infância a criança aprender a lidar positivamente com as dificuldades, essa competência as acompanhará pela vida toda, tornando-as mais aptas a enfrentar problemas e evitar crises na adolescência e na idade adulta”, esclarece.


O suicídio é uma questão complexa e afeta pessoas de diversas idades e classes econômicas, mas podemos evitar que estas vidas se percam com medidas preventivas, criando redes de acolhimento, e principalmente cuidando de nossa saúde mental.


“Quando estou a pintar não tenho consciência do que faço. Só depois de uma espécie de “período de familiarização” é que vejo o que estive a fazer”, afirmava Pollock


Utilizei a obra "sem título" de Jackson Pollock para dizer que não precisamos/e nem conseguiremos dar sentido para muitas coisas que acontecem em nossa vida, porém, é muito importante Conhecer a si mesmo, mesmo que demore familiarizar-se com suas emoções, aprenda a identificar e neutralizar pensamentos que querem te sabotar, não espere ficar pesado demais para caminhar, procure ajuda.

No site do Instituto Vita Alere, você encontrará serviços públicos de saúde mental disponíveis em todo território nacional, além de serviços de acolhimento e atendimento gratuitos ou voluntários realizados por ONGs, instituições filantrópicas, clínicas escola, entre outros, saiba mais.

O CVV – Centro de Valorização da Vida também realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (basta discar 188), e-mail e chat 24 horas todos os dias, saiba mais.


Você não precisa passar por tudo sozinho, assista o vídeo.


Danny Rodrigues, estudante de Serviço Social, ativista dos Direitos Humanos, curiosa!



Referências do Texto


¹ Conheça alguns dados relacionados ao suicídio, saiba mais

² A frenologia foi criada em 1796 pelo alemão Franz Joseph Gall, tendo exercido alguma influência na psiquiatria e psicologia do século XIX, sobretudo entre 1810 e 1840. O rigor metodológico da frenologia era questionável até para os padrões da época, sendo já considerada pseudocientífica por diversos autores do século XIX, saiba mais

³ Sutori, saiba mais

Afinal, o que é Neuropsicologia?, saiba mais

9 coisas que o filme Divertida Mente ensina sobre o cérebro e as emoções, saiba mais

Roda de Emoções, saiba mais

Setembro Amarelo: a saúde emocional como fator de proteção no combate ao suicídio, saiba mais

Jackson Pollock, saiba mais

Referências da Colagem

Untitled- 1948–49, Jackson Pollock, saiba mais


Mapa Cerebral - "Conhece a ti mesmo": propaganda do The phrenological journal and Science of Health, periódico norte-americano publicado entre 1839 e 1911, saiba mais

Erkenne dich selbst, "Conhece a ti mesmo", saiba mais

Obra Srita. K, da artista mexicana, Erika Kuhn, saiba mais

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